Introdução ao Maravilhamento
awe como o néctar da vida
🌀 Nota da autora
Essa é a introdução de um projeto em que venho trabalhando com muito apreço, um livro que explora o tema do awe, esse estado profundo de deslumbramento, admiração e conexão com algo maior. Como a proposta da All Things Awe é justamente abrir espaço para reflexões sobre essa emoção tão essencial quanto esquecida, achei significativo compartilhar este trecho com vocês. Esta introdução apresenta a ideia central do livro, as referências que me inspiram e os caminhos que pretendo explorar. Espero que a leitura desperte em você o sentir que a natureza humana compreende algo muito maior do que a realidade prática, ilusória e cotidiana na qual estamos inseridos.
INTRODUÇÃO AO MARAVILHAMENTO
Às vezes penso na história da humanidade como um pulmão. Cada época inspira uma visão de mundo, uma maneira de compreender a vida e, algum tempo depois, exala uma resposta, como se a alma coletiva buscasse incessantemente o equilíbrio entre seus próprios excessos. O que se ergue demais, acaba cedendo; o que endurece, se soltando. Essa dança entre opostos é o modo natural pelo qual a psique tenta curar a si mesmo.
Exemplifico: o Iluminismo foi uma dessas grandes inspirações. O século XVIII acreditou que a razão poderia finalmente decifrar o enigma do mundo. A luz da ciência parecia capaz de dissipar todas as sombras. Os pensadores da época confiaram que, quanto mais o conhecimento fosse comprovado, medido, classificado (pela matemática, pela física, pela filosofia), mais próximos estaríamos da verdade e do progresso. Era um sonho de clareza total; tudo o que fosse obscuro seria iluminado pelo poder da mente.
Nesse sentido, pode-se interpretar que uma força buscando restabelecer a vida começa a emergir. Pessoas olharam para o mesmo mundo que os iluministas haviam pesado e medido, e viram nele o que escapava ao cálculo: a emoção, a imaginação, a subjetividade, o sonho, o mistério. Queriam devolver alma à matéria, poesia ao pensamento, e vida ao universo resfriado pela razão. Enquanto as fábricas cresciam e o tempo se tornava máquina, eles procuraram abrigo na natureza, nos mitos, na noite estrelada. Acreditavam que sentir era também uma forma de conhecer. Trouxeram o coração até à razão, não para anular a razão, mas para equilibrar, nesse movimento respiratório da vida. A história parece obedecer a uma sabedoria própria, uma pulsação que busca equilíbrio. Quando uma força domina por tempo demais, o seu oposto começa a nascer.
Essa idéia de que tudo que chega a um extremo desperta o contrário foi uma reflexão antecipada por Heráclito há dois milênios, e foi depois formalizada por Jung no termo enantiodromia. Essa palavra estranha descreve essa lei natural de um movimento pendular, como uma regulação dos contrários, uma possibilidade de restabelecer um certo equilíbrio. Podemos pensar o Romantismo assim: uma enantiodromia cultural, a resposta poética e espiritual a um mundo que se tornava técnico e lógico demais, com o Iluminismo e a Revolução Industrial.
Consegue ver o movimento? Essa dança antiga das necessidades humanas tentando se equilibrar nas formas de viver o mundo? Pois bem, passamos o Iluminismo e o Romantismo, e agora estamos em 2025. Pós-modernidade. Era digital sem freios. Vivemos afogados num mar de dados, soterrados por notificações, esmagados pela exigência de sermos produtivos o tempo inteiro. É uma era que transformou a vida em um gráfico de desempenho, o tempo em um grande cronômetro; cada ação, cada escolha, cada segundo precisa render. O humano virou engrenagem de um sistema invisível, viciado em métricas, dopado por dopamina barata. Vivemos como se estivéssemos sempre atrasados, correndo, produzindo, exibindo. O cansaço não é só físico; é da alma. Há uma exaustão constante que nos habita, um vazio mascarado por sorrisos ensaiados em redes sociais.
Já não consumimos apenas coisas: consumimos estímulos, pessoas, imagens, ideias; e, ao mesmo tempo, somos também muito consumidos por eles. O mundo, comprimido em vídeos de segundos, perdeu profundidade. Tudo virou vitrine, performance, mercadoria, conteúdo. A atenção, quando existe, virou produto raro. O ócio virou um desconforto, e a experiência virou algoritmo.
Claramente, chegamos a um novo excesso. E, como toda era que se desequilibra, a nossa também pede uma resposta, e nossa alma busca compensar. O pêndulo se movimenta, e precisamos de novos movimentos de equilíbrio e integração de todos esses aspectos ferozes da modernidade.
Uma das formas que proponho como contraponto a este tempo em que a velocidade, a saturação e fragmentação de informações e tarefas estão literalmente adoecendo as pessoas, é a experiência do deslumbramento. Se maravilhar. Um reencantamento do mundo plástico e descartável, vivendo a admiração, curiosidade, apreciação e contemplação. Awe.
A essência deste livro é o maravilhamento. Escolhi o subtítulo Néctar da Vida porque essa experiência parece a chave que pode ajustar nossa alma ao mundo em que vivemos hoje. A palavra “néctar” vem do grego néktar, que significa literalmente “aquilo que vence a morte”. Era a bebida dos deuses do Olimpo, essência de imortalidade, e beber néctar era participar da substância do divino, manter a alma desperta, incorruptível, acesa. Essa imagem antiga ressoa com o que chamo aqui de awe, o néctar da vida humana. Porque o maravilhamento também é uma forma de vencer a morte, não no corpo, mas na consciência. É o instante que se torna presença; que o tempo se suspende e algo de eterno e transcendente se infiltra no instante.
Cada experiência de awe é um gole desse néctar invisível. É o alimento que renova o ânimo, que adoça o cansaço e devolve algo de divino ao viver. O awe é o néctar da vida, o líquido sagrado que nos faz, ainda que brevemente, provar a eternidade do agora. Quando nos colocamos no mundo pelo viés do maravilhamento, algo muda. Atribuímos sentido próprio à existência e, ao mesmo tempo, tocamos nossa essência e a pulsação viva da realidade. A ideia desse reencantamento chegou depois de pesquisar a emoção awe. Mas, afinal, o que é awe?
A palavra inglesa não tem tradução única em português. No meu primeiro livro, “Pequeno manual para metade da vida”, apresentei essa emoção no capítulo “Reencantamento do Mundo”. Desde então, sigo ressaltando a importância dessa experiência. Eis que resolvi escrever mais um livro apenas para falar sobre ela. O Cambridge Dictionary define awe como “um sentimento de profundo respeito, surpresa e leve temor diante do vasto e do inesgotável”. Eu a reconheço como admiração, arrebatamento, espanto, reverência... um “uau” boquiaberto, um “como pode?” que ultrapassa o racional.
No português, não há uma única palavra que traduz completamente o significado de awe. Sua tradução depende do contexto, e o sentido mais preciso costuma emergir de uma combinação de emoções: admiração, reverência, espanto, assombro, fascínio e uma pitadinha de temor. Não o medo paralisante, mas aquele friozinho que reconhece a grandiosidade e o mistério das coisas. É a sensação de estar diante de algo que ultrapassa o entendimento, que toca o limite da linguagem e, ainda assim, nos traz à presença.
No inglês, awe é uma palavra de força simples e abrangente. Pode se aplicar tanto à visão da aurora boreal quanto à escuta de uma sinfonia, à coragem de alguém ou à imensidão de um oceano. Esse alcance é o que a torna tão útil e, ao mesmo tempo, tão difícil de traduzir.
Por exemplo, diante da vastidão da natureza: “She gazed in awe at the great stones of Stonehenge” (Ela olhou com assombro para as grandes pedras de Stonehenge).
“We watched in awe as the aurora borealis danced across the sky” (Nós assistimos com fascínio enquanto a aurora boreal dançava pelo céu).
Diante de algo poderoso ou grandioso: “The audience was awed into silence by her stunning performance” (A plateia foi silenciada por um sentimento de espanto diante de sua performance impressionante).
“He was filled with awe for the genius of the composer” (Ele estava cheio de admiração pelo gênio do compositor).
E diante de experiências humanas intensas: “I am still awed by his courage” (Ainda sinto admiração por sua coragem).
“The child looked at the vast universe with a sense of awe and wonder” (A criança olhou para o vasto universo com um sentimento de maravilhamento e espanto).
O que une todos esses exemplos é a qualidade breve, mas vasta e intensa, de expansão da consciência. Awe é o instante em que o mundo se revela maior do que o nosso pequeno entendimento mas, ao invés de nos esmagar, nos desperta. É o espanto que não paralisa ou afasta, mas amplia. Um tipo de encantamento que une humildade e grandeza juntos. Experienciar awe silencia o controlador interno num tempo que quer tudo explicado, previsto, domesticado. E, de quebra, é antídoto para a solidão, pois, num mundo desencantado e hiper material, ao nos maravilharmos, restabelecemos a sensação de pertencimento. Sentir awe nos faz parte de tudo, de algo imenso e poderoso, mesmo sabendo da nossa pequenez.
Para pensar em palavras em português, podemos, por sugestão de São Isidoro, um grande erudito da Antiguidade, pensar nas etimologias. Ele diz que, quando sabemos de onde a palavra se originou, podemos compreender mais ainda sobre sua força. Talvez uma tradução mais próxima de awe seja deslumbramento? A palavra vem do verbo “deslumbrar”, formada pelo prefixo “des-” (que aqui indica intensidade, não negação) + “luz” (do latim lumen) + o sufixo “-mento”. Assim, deslumbrar significa “iluminar intensamente”, o que leva aos sentidos de “ofuscar com luz forte” e, figuradamente, “encantar” ou “maravilhar”. Deslumbrar é ficar ofuscado pela luz, a experiência de tanta luminosidade que, por um instante, quase nos cega. É ver demais e, nesse excesso, ser tomado por algo maior do que nós, onde algo se acende por dentro. Ver demais é, ao mesmo tempo, ver além. É nesse ponto que nasce o awe: no instante em que olhamos a luminosidade que transcende a realidade prática.
O awe também se alimenta de admiração e espanto, duas palavras irmãs que circundam seu significado. Admiração vem do latim ad-mirari: “olhar com espanto”, “contemplar maravilhado”. Admirar é aceitar que algo nos ultrapassa e, ainda assim, nos atrai, mantendo consideração e apreço. Espanto vem de expantare: “ser sacudido”, “ficar fora de si”. É o instante em que o corpo e a mente são tomados por algo tão vasto que suspendem o pensamento. Estremece. O espanto é o choque sagrado, o breve colapso do controle.
Com toda essa definição, awe pode até parecer um momento de transe estático, como um nascer do sol nas montanhas do Himalaia, ou um despertar de manhã na floresta amazônica. Difícil de experimentar em nossas vidas modernas, que se encontram no contexto que já descrevi acima, né? Pois não é preciso viver entre lagos e montanhas para experimentar esse maravilhamento. As pesquisas em psicologia mostram que os primeiros sinais de awe surgem justamente em relações. Quando algo em nós reconhece a grandeza do outro, e também na efervescência coletiva, quando nos sentimos, junto de outros humanos, parte de algo maior do que o nosso pequeno eu.
O awe não é privilégio apenas de uma paisagem incrível. É uma forma de consciência, um modo de olhar… Ele acontece na fresta entre duas pessoas que se olham de verdade, em um ônibus. Em um gesto inesperado de gentileza. O deslumbramento está disponível em qualquer latitude, e o que exige de nós é presença radical, nos inundando de vida interior, em meio a esse bombardeio de estímulos cotidianos.
Então, talvez, a alma só precise de um pequeno deslocamento de atenção… o bastante para ver o infinito escondido na tela pela qual você está lendo, agora, estas palavras.
Veja, cada ponto luminoso nesta tela, diante de você, é um pixel, e cada pixel é uma explosão de fótons, que são partículas de luz que viajam silenciosas até tocar o interior dos seus olhos. Esses fótons nascem de movimentos elétricos invisíveis, de elétrons que saltam entre camadas de silício e fósforo. Mas a história deles é bem antiga…os átomos que compõem esta tela, o silício, o alumínio, o ouro, o vidro, foram forjados há bilhões de anos no coração de estrelas gigantes.
Quando essas estrelas morreram, explodiram como supernovas, lançando seus fragmentos incandescentes pelo espaço. Dessas cinzas cósmicas nasceram planetas, montanhas, corpos e, muito mais tarde, as mãos humanas que criaram o primeiro circuito elétrico. Um avanço tecnológico fundamental, que talvez não previsse que, séculos depois, seus princípios estariam integrados aos dispositivos que hoje você segura, resultado direto daquela mesma matéria estelar.
O awe nasce quando essa percepção nos atravessa, quando entendemos que até a tecnologia, tão moderna e fria, é feita da mesma luz que brilha nas galáxias. Diante dessa vastidão, vem depois um encantamento que sucede ao espanto, quando deixamos de querer entender e apenas contemplamos.
Mas o awe não vive apenas nas telas. Ele habita também o mais simples dos gestos, como segurar uma página, tocar um papel. Se você está lendo esse texto em formato de livro, a folha que você segura, antes de ser palavras cheias de ideias, foi floresta. Foi tronco que sentiu o vento, seiva que subiu pelas veias da madeira, chuva que penetrou a terra até encontrar a raiz sedenta. Combinação de muitos elementos. Foi clorofila, o ouro verde, fazendo a magia de transformar luz em alimento. O milagre da fotossíntese repetido bilhões de vezes sob o mesmo sol que agora ilumina esta leitura. Depois vieram as mãos humanas, que cortaram, moeram, lavaram, prensaram, secaram. O que era árvore virou polpa, celulose, folha. Uma espécie de pele vegetal sobre a qual a linguagem, cheia de significados da consciência e do inconsciente dos humanos, se deposita, provocando transformações de escalas gigantescas.
E se você usa óculos? Há ainda o vidro, que nasceu do fogo e da areia. Areia, fragmentos de rocha moída pelo tempo, silício dormindo há milhões de anos no ventre da Terra. Fogo, combustão, liberação do invisível contido na matéria, oxigênio que dança, calor que reorganiza e transforma. Quando o fogo toca o mineral, há um instante de transformação e a areia se torna líquida, transparente, maleável. Depois, o resfriamento lento, e é vidro. Então, nos seus óculos, ao lerem essas palavras, estão lentes que modificam sua percepção da realidade. Vidros com uma superfície mais curva, que refratam os raios de luz, e essa refração pode fazer com que os raios de luz converjam para um ponto ou se dispersem, permitindo corrigir problemas de visão e ampliar objetos. A mesma lente dos seus óculos deu origem às lentes que, algum dia, alguém apontou para o céu, pois o telescópio e o microscópio nasceram daí. Areia, fogo, luz, curva. E apareceram mundos infinitos: pro macrocosmo, e também, mundos microscopicamente infinitos. Portanto, os mesmos princípios que curvam a luz nas lentes de seus modestos óculos têm a mesma origem que a potência do Telescópio Espacial James Webb, capaz de captar a luz de galáxias nascidas há mais de treze bilhões de anos! E a precisão do microscópio eletrônico de última geração, que revelou as menores estruturas já vistas de uma célula viva.
Cada coisa, o mais banal objeto cotidiano, é o vestígio de uma história cósmica: matéria estelar transformada em aspectos da vida humana. Awe é essa súbita consciência de pertencimento, o instante em que o banal revela sua natureza infinita, e o efeito dessa emoção é justamente se sentir pequeno diante da vastidão que pode ser uma lente de um óculos ou uma tela de computador... mas, ao mesmo tempo, se sentir pertencente e parte disso tudo.
O caminho deste livro, nas próximas partes, segue primeiramente a ferida da modernidade. Esse cansaço de um mundo acelerado, fragmentado e desencantado, que perdeu a intimidade com o invisível. Partiremos desse ponto, do humano que se sente separado do cosmos, e caminharemos em direção ao reencontro. Nas primeiras páginas, olharemos para as marcas dessa cisão, o excesso de razão, o exílio do sagrado, do inconsciente, e a sensação de orfandade que a vida contemporânea excessivamente material produz.
Depois, entraremos no coração do tema, awe como emoção e fenômeno mensurável. Exploraremos o que a ciência vem descobrindo sobre ele, especialmente as pesquisas conduzidas pelo psicólogo Dacher Keltner e sua equipe em Stanford, que investigaram como o awe atua no corpo, no cérebro e na percepção de pertencimento. Veremos como essa emoção, ao expandir a consciência e dissolver o ego, desperta um sentido de comunhão e reverência pela vida. Um antídoto natural contra o isolamento, a alienação digital e o narcisismo de nosso tempo.
E, por fim, retornaremos ao sagrado com Eros e Teurgia, o desejo criador e a prática que devolvem à vida a dimensão do encantamento.
Esta é, no fundo, uma jornada de reconexão. Um convite para reaprender a ver e a ser. Ver demais, ver além, e deixar que a luz viva da existência nos encante, para ver a beleza inexplicável de cada simplicidade da vida. Para podermos, enfim, nos transformar.
Que cada página seja uma lente que transforme sua visão e que, ao atravessá-la, você leitor, sinta, por um instante, o mesmo brilho antigo: o espanto de existir, a luz que pensa, o deslumbramento que vê. Que o leitor siga comigo, não em busca de respostas, pois não as tenho. Mas de pequenas grandes claridades, porque todo verdadeiro conhecimento começa com a capacidade de admirar intensamente, que nos move para uma apreciação maior da vida.
É por isso que encerro esta introdução com uma imagem antiga, vinda de Plotino, filósofo neoplatônico que refletiu sobre a beleza como caminho para o divino. Ele escreveu:
“A alma vê aquilo a que ela se assemelha, e não poderá ver o Belo, não sendo ela mesma bela.”
Contemplar o belo, se deslumbrar, não é um ato passivo. É uma via de mão dupla. É metamorfose, pois ao contemplar o belo, nos tornamos semelhantes ao que contemplamos. Não no sentido exterior, mas em sua pureza, unidade e presença. O que a alma vê, no estado mais profundo de contemplação, não é um objeto distante, é algo de si mesma. Pois, ao buscar o Belo, a alma retorna à sua origem. E assim, ao ver a luz, torna-se também luminosa. É isso o que chamo de deslumbramento: o instante em que nos tornamos semelhantes ao que contemplamos. Awe.
“Ver um mundo num grão de areia
E um céu numa flor silvestre,
Segurar o infinito na palma da mão
E a eternidade em uma hora.”
“Presságios da Inocência”, de William Blake


Quando citou os objetos em sua raíz, conversou diretamente com a estrutura de pensar da minha criança. Curiando o que não sabia a origem química ou física, jamais poderia saber, tentando enxergar a teia de tudo conduzida apenas pela bicicleta que é este sentimento de admiração. Então veio a vida.
Não apenas pelo que citei, fez-me chorar. E lembrar também. Obrigada pela introdução, aguardo o processo. Muito sucesso. Algo lindo vai sair daí.
que lindo!!